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Conselho de Ministros declara Alerta vermelho no centro do país

Qui
11
Mar
2010

O Conselho de Ministros, reunido na sua 8ª Sessão Ordinária, no dia 09 de Março de 2010, declarou o Alerta Vermelho a nível institucional, devido ao facto de os níveis hidrométricos das principais bacias na região centro do País estarem acima do alerta. Trata-se das bacias hidrométricas do Zambeze, Púngoè, Búzi e Licungo.


A declaração do Conselho de Ministros, surge do facto de se ter constatado que as chuvas continuam a cair com grande intensidade em diferentes partes na região centro do País e a montante, facto que faz com que os níveis das bacias hidrográficas continuem a subir, apesar de já estarem acima do alerta.

Com a institucionalização do Alerta Vermelho, o Conselho de Ministros pretende ver uma maior dinâmica dos principais intervenientes na gestão do risco de calamidades no País, sobretudo no desenvolvimento acções de regaste das pessoas que ainda se encontram nas zonas do risco e vulneráveis a cheias e inundações.

 

De acordo com o Plano de Contingências para a época chuvosa 2009/2010, estimam-se que cerca de 130 mil pessoas vivem nas zonas identificadas como áreas do risco nas bacias hidrográficas da região centro, nomeadamente Zambeze, Púngoè e Búzi.

 

Para além de saudar todas as equipes de técnicos a níveis central, provincial, distrital e locais envolvidas nas diversas acções de resposta a situacão de cheias na região Centro, o Conselho de Ministros decidiu deslocar membros do Executivo para as áreas afectadas a fim de in loco monitorar a situacão e transmitir mensagens de solidariedade do Governo Central.

 

Até ao presente momento, o Centro Nacional Operativo de Emergência (CENOE) estima que um total de 13 mil pessoas esteja afectada pela subida de caudais dos rios Zambeze, Púngoè, Búzi e Licungo.

 

Por outro lado, o CENOE afirma que a situacão está sob o controle. “Já temos barcos a fazer as operações, tendas, medicamentos e redes mosquiteiras e alimentos”, disse.

Até presente momento foram registados duas mortes, sendo que uma das vítimas aparentava ter sido atacada por crocodilos, desconhecendo-se se antes ou depois de se afogar e, a outra encontrou a morte quando tentava atravessar o rio Púngoè, a nado.

Entretanto, uma missão do INGC Central, liderada pelo Director Geral do INGC, Eng. João Ribeiro, encontra-se a coordenar todas actividades de emergência a partir do CENOE regional Centro, em Caia, província de Sofala.

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